domingo, 13 de maio de 2012

 O Prisioneiro da Máscara de Veludo - Segredo de Estado, volume III

Sinopse

Depois da morte do marido – morto em duelo por François de Beaufort – Sylvie, duquesa de Fontsomme, retirou-se para as suas terras para aí educar a sua filha Marie e o pequeno Philippe, cujo nascimento está envolto num segredo que ela preserva cuidadosamente. O jovem rei Luís XIV, ordena-lhe que reintegre a Corte em Saint-Jean-de-Luz, onde se realizará o casamento com a Infanta Maria Teresa: Sylvie deve juntar-se às damas da nova rainha.
É no decurso das festas do casamento real que Sylvie vai ter oportunidade de livrar de um grande sarilho um mosqueteiro apaixonado, mas pobre, o que lhe valerá a estima e depois a amizade do tenente d’Artagnan (...)
O peso dos segredos de Estado faz-se sentir. Para uma mulher profundamente atingida, será que o derradeiro dos segredos trará ainda uma esperança de felicidade?... 
 Depois de dois livros bons vem o terceiro que, a meu ver, é o melhor da trilogia. Sílvia e Francisco encontram o final merecido, mas antes do fim há muitas mais peripécias a ler. De batalhas onde morrem muitos heróis a tiros à porta de igrejas, muitas coisas acontecem. Há mortes em duelos e mortes em castelos reais. Esta trilogia mostra como as intrigas reais podem ser realmente crúeis mas também como podem salvar a vida de Maria, filha de Sílvia. Ao longo dos três volumes os Segredos de Estado vão aparecendo, todos dependentes do primeiro, a Paternidade do Rei.
 Recomendo, mais uma vez, esta leitura a quem gosta de Romance Histórico e recomendo também a Autora a todos. Juliette Benzoni tem a capacidade de fazer renascer a ânsia de ler mesmo quando a obra parece não ter mais nada a oferecer. Das primeiras linhas às últimas, a leitura é penetrante e não estamos felizes enquanto não chegamos ao fim da obra. 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Mary Reilly" de Valerie Martin


"Mary Reilly" conta a história de uma das empregadas de Dr. Jekyll, do livro de Robert Louis Stevenson.
Mary trabalha na casa do Dr. Jekyll e demonstra uma certa afeição para com o seu amo. Jekyll também o demonstra, em especial porque a rapariga é bastante perspicaz, honesta, séria e letrada.
Mary é uma jovem na casa dos vinte anos. Quando era pequena era maltratada pelo pai e isso deixou-lhe marcas e cicatrizes. Mary frequentou a escola e aprendeu a ler e escrever. Quando alcançou a idade de poder trabalhar como empregada ou moça de recados, Mary começou a trabalhar. Passou por várias casas até chegar à de Dr. Jekyll.

É ela que escreve a história, como se fosse um diário. Mary começa a contar o seu dia a dia na casa, com o amo e os outros criados, antes do período de Edward Hyde.
Dr. Jekyll começa a enviar cartas para um morada num lugar decrépito e conta com Mary como correio. Mary começa a temer o que a rodeia, mas tal acentua-se mais com a chegada de Hyde.

A história de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, contada não pelo Mr. Uterson (no livro de Robert Louis Stevenson), mas por Mary Reilly.

A minha opinião geral é a seguinte:

O ambiente da história, a atmosfera que rodeia as personagens, é interessante. A Mary é a personagem mais interessante desta obra. É uma personagem bastante complexa.
O facto de haver muitos detalhes sobre a vida da casa foi um pouco maçador, mas era necessário ao ambiente. Os diálogos entre as personagens é a melhor parte e podiam ser em maior número. Acho mesmo que a maior "falha" do livro é a pequena quantidade de diálogos. E a falta de ação.
Ou seja, gostei do livro, apesar de não ser bem aquilo que estava à espera, uma vez que estava à espera de algo mais movimentado.

É um livro. Existe o filme!

sábado, 28 de abril de 2012

"A Revolta" de Suzanne Collins

"Por isso, mais tarde, quando ele murmura: - Tu amas-me. Verdade ou mentira? 

Eu respondo: - Verdade."


 
Depois de ler este livro tenho de admitir que gostei mais dos dois primeiros.

A história continua bem escrita, tem um ritmo igualmente rápido, as personagens continuam a ser interessantes.
Mas estava à espera da mais. De algo mais nos sentimentos das personagens, na forma de se exprimirem, uma vez que há um grande teor emocional e sentimental ao longo do livro, tal como há nos anteriores.

Gostei de como a história evoluiu. Apesar de não ser uma história "bonita", acaba por ter a sua beleza.
Gostei de certas partes da história, especialmente na reta final, pois foi aí que este livro me surpreendeu. E foi isso que eu senti falta ao longo deste livro: a surpresa. Eu senti este ingrediente mais presente nos primeiros livros e aqui não consegui senti-lo tão forte como nos outros.

Só na reta final. E aí sim, aí voltei a conseguir sentir a surpresa no enredo da história.

Penso que a Katniss ficou um pouco perdida neste livro. Senti que ela estava muitas vezes a perder algo de importante na ação, devido às suas emoções. Sei que está bem desenvolvido, mas comprando-a à Katniss dos anteriores livros, estava à espera que ela agi-se mais, sem ser só no pensamento. Sei que ela sofreu bastante no final do segundo livro, mas mesmo assim penso que podia ter sido diferente, especialmente na forma de mostrar os seus sentimentos (sem ser só em relação ao Peeta e ao Gale, o que penso que não era tão relevante para a história).

Estava à espera de ver um desenvolvimento maior para o lado do Peeta.
E fiquei com a sensação que certas personagens importantes foram eclipsadas no final (e ao longo da história), mas especialmente no final.

Não estou a dizer que não gostei do final. Aliás, está apropriado para o conteúdo das obras. Foi idas partes que mais gostei. Acho mesmo que salvou a história.

Gostei muito da reviravolta antes do final. Penso que a grande conclusão dessa parte é que, independentemente de quem esteja no poder, o poder tende sempre a corromper as pessoas. A sede de poder leva a todas as ações, sem se querer saber da moral e da ética.

E cheguei a outra conclusão:

de que valeu a Katniss ter sido voluntária nos Jogos?
O motivo real dela não valeu de nada.

E essa foi a parte mais triste do livro e da história desta trilogia.

Mas a esperança também habita esta trilogia. E acaba por se fazer sentir.

Sendo assim, faço um balanço muito positivo da trilogia. Recomendo a todos.

:)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

"Em Chamas" de Suzanne Collins


O segundo volume da trilogia "Os Jogos da Fome" foi tão ou mais emocionante como o primeiro.
Até não sei se não foi mais, pelo facto de não estar nada à espera que acontecesse o que aconteceu.

Ora bem,

como não tinha conhecimentos sobre o enredo deste volume fiquei completamente "wow" quando o comecei a ler. O ritmo frenético e rápido com que é contado, as ações, emoções e atitudes das personagens, tudo isso faz deste livro uma excelente continuação do primeiro.

O Peeta continua a ser a minha personagem favorita, apesar de aparecerem novas personagens bastante interessantes, como por exemplo, o Finnick Odair e os tributos do distrito 4, a Wiress e o Beetee, que fazem um par muito interessante e engenhoca.
A Katniss continua a ser a Katniss, o que é bom, porque ela é interessante sendo ela própria.

A intriga neste livro adensar-se e torna-se mais perigosa. Compreende-se a terrível extensão do poder do governo no Capitólio e como o presidente Snow age.
Compreende-se factos históricos de Panem que no primeiro livro são abordados e que são um mistério muito interessante de explorar (exemplo: o Distrito 13).

É neste livro que começa a revolta das pessoas de Panem e é também quando Katniss começa a pensar melhor no Peeta. O empenho dela em salvá-lo é muito grande e, apesar de tudo o que acontece no livro, ela esforça-se bastante para o fazer.

Sendo assim,

este foi um livro que me agradou bastante. Não consigo escolher entre os dois o que mais gosto, pois como disse acima, são ambos emocionantes.

Recomendo a todos e já comecei o terceiro!!!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

"A Morte Melancólica do Rapaz Ostra e Outras Estórias"


Um livro de poemas de um dos meus realizadores favoritos!

Ou seja,

só podia ser interessante! e foi =D

Com várias personagens que só podiam ser criadas mesmo por Tim Burton, as 23 histórias que aqui se apresentam mostram-nos um leque de crianças/seres diferentes. Todas tem alguma capacidade especial, algum factor diferente.
Um Rapaz Robô, uma rapariga com muitos olhos, o Rapaz Nódoa, o Rapaz Ostra, o Rapaz Múmia, o Rapaz Pesticida, entre vários outros, são as personagens fantásticas deste livro.

Com uma escrita muito fluída, simples e bonita, Tim Burton leva-nos a visitar o seu universo imaginário.

Gostei muito de todas as histórias, mas fiz uma escolha das minhas favoritas:

O Rapaz Robô
O Rapaz Múmia
O Bebé Ancora

Muito interessante! :D

Recomendo a todos os que gostam de Tim Burton e/ou de histórias assim um bocadinho diferentes ;D


Credits:
Thanks Elsa!!! :D

"Os Jogos da Fome" de Suzanne Collins

“I can feel Peeta press his forehead into my temple and he asks, 'So now that you've got me, what are you going to do with me?' I turn into him. 'Put you somewhere you can't get hurt."

"-Mais uma vez? Para o público? - pergunta ele. A sua voz não parece zangada. Parece vazia, o que é pior. O rapaz do pão começa já a escapar-me.

Pego-lhe na mão, apertando-a com força, preparando-me para as câmaras e receando o momento em que finalmente a terei de largar."

Ora bem,

gostei muito deste livro. 

Não estava à espera de o ler, nem de ver o filme, mas ainda bem que o li, porque é muito bom! E estava a deixar de ler um livro muito bom se não o tivesse recebido ;) (Obrigada! =D )

Gostei muito da descrição e de como a história é narrada pela Katniss (a personagem principal). Dá completamente a noção do que está a acontecer nos Jogos e na mente dela.

Assim que tiver oportunidade vejo o filme, porque se for, nem que seja mais ou menos, como o livro, deve estar muito fixe!

O que mais gostei na obra foi mesmo da descrição da Katniss, de como ela esteve nos Jogos e das suas observações. E! de tudo tudo, o que mais gostei foi do Peeta. Ora aqui está uma personagem também interessante, que não é do reino da fantasia (Kvothe, Fitz, Jon, Robb, Ron...) mas da F.C. Uma personagem bastante real, que no inicio deixa a "pulga atrás da orelha"! O que é muito interessante, porque deixou-me a pensar "Mas o que é que ele quer? Qual é o jogo dele?".

Gostei muito. Estou muito curiosa para ler os próximos volumes =D


Credits:
Rita Ribeiro
Fiacha

terça-feira, 17 de abril de 2012

"Cartas Vermelhas"

Sinopse
Nascida em Cabo Verde de família branca e abastada, Carol nunca se resignou à miséria das ilhas. E, movida pelo sonho de construir uma sociedade mais justa, ingressou ainda jovem no Partido Comunista. Não se importando de usar a beleza como arma ideológica, abraçou a luta revolucionária, apaixonou-se por um camarada e ficou grávida pouco antes de ser presa. Foi a sua mãe quem tratou de Helena nos primeiros tempos, mas, depois de libertada, Carol levou-a para Moscovo, onde trabalhou nas mais altas esferas do Comintern. Aí, o contacto com as purgas estalinistas não chegou para abalar as suas convicções, mas o clima de denúncia e traição catapultou-a para o cenário da Guerra Civil espanhola, obrigando-a a deixar Helena para trás; e, apesar de ter escapado aos fuzilamentos franquistas, a eclosão da Segunda Guerra Mundial impediu Carol de voltar à União Soviética para ir buscar a criança. Será apenas vinte anos mais tarde que mãe e filha se reencontrarão em Berlim; mas a frieza e o ressentimento de Helena farão com que, na viagem de regresso a Lisboa, Carol decida escrever um romance autobiográfico com o qual a filha possa, se não perdoar-lhe, pelo menos compreender as circunstâncias do abandono, a clandestinidade, a prisão, a guerra, a espionagem e o inconcebível casamento com um inspector da polícia política. Inspirado na vida de Carolina Loff da Fonseca, este romance extremamente empolgante vai muito além dos factos, confirmando Ana Cristina Silva como uma das mais dotadas autoras de romance psicológico em Portugal.

Comprei este livro com uma parte do voucher da Fnac. Já andava de olho à uns tempos e estava deserta de o ter. Ainda não o li porque a minha fascinante Juliette Benzoni não me deixou. Mas assim que termine a triologia "Segredo de Estado" mergulho logo nestas "Cartas Vermelhas". 
Considero a capa muito bonita e que, consoante a sinopse, retrata bem o interior do livro.
Quando estiver a ler vou deixando considerações e opiniões.