quinta-feira, 19 de abril de 2012

"Os Jogos da Fome" de Suzanne Collins

“I can feel Peeta press his forehead into my temple and he asks, 'So now that you've got me, what are you going to do with me?' I turn into him. 'Put you somewhere you can't get hurt."

"-Mais uma vez? Para o público? - pergunta ele. A sua voz não parece zangada. Parece vazia, o que é pior. O rapaz do pão começa já a escapar-me.

Pego-lhe na mão, apertando-a com força, preparando-me para as câmaras e receando o momento em que finalmente a terei de largar."

Ora bem,

gostei muito deste livro. 

Não estava à espera de o ler, nem de ver o filme, mas ainda bem que o li, porque é muito bom! E estava a deixar de ler um livro muito bom se não o tivesse recebido ;) (Obrigada! =D )

Gostei muito da descrição e de como a história é narrada pela Katniss (a personagem principal). Dá completamente a noção do que está a acontecer nos Jogos e na mente dela.

Assim que tiver oportunidade vejo o filme, porque se for, nem que seja mais ou menos, como o livro, deve estar muito fixe!

O que mais gostei na obra foi mesmo da descrição da Katniss, de como ela esteve nos Jogos e das suas observações. E! de tudo tudo, o que mais gostei foi do Peeta. Ora aqui está uma personagem também interessante, que não é do reino da fantasia (Kvothe, Fitz, Jon, Robb, Ron...) mas da F.C. Uma personagem bastante real, que no inicio deixa a "pulga atrás da orelha"! O que é muito interessante, porque deixou-me a pensar "Mas o que é que ele quer? Qual é o jogo dele?".

Gostei muito. Estou muito curiosa para ler os próximos volumes =D


Credits:
Rita Ribeiro
Fiacha

terça-feira, 17 de abril de 2012

"Cartas Vermelhas"

Sinopse
Nascida em Cabo Verde de família branca e abastada, Carol nunca se resignou à miséria das ilhas. E, movida pelo sonho de construir uma sociedade mais justa, ingressou ainda jovem no Partido Comunista. Não se importando de usar a beleza como arma ideológica, abraçou a luta revolucionária, apaixonou-se por um camarada e ficou grávida pouco antes de ser presa. Foi a sua mãe quem tratou de Helena nos primeiros tempos, mas, depois de libertada, Carol levou-a para Moscovo, onde trabalhou nas mais altas esferas do Comintern. Aí, o contacto com as purgas estalinistas não chegou para abalar as suas convicções, mas o clima de denúncia e traição catapultou-a para o cenário da Guerra Civil espanhola, obrigando-a a deixar Helena para trás; e, apesar de ter escapado aos fuzilamentos franquistas, a eclosão da Segunda Guerra Mundial impediu Carol de voltar à União Soviética para ir buscar a criança. Será apenas vinte anos mais tarde que mãe e filha se reencontrarão em Berlim; mas a frieza e o ressentimento de Helena farão com que, na viagem de regresso a Lisboa, Carol decida escrever um romance autobiográfico com o qual a filha possa, se não perdoar-lhe, pelo menos compreender as circunstâncias do abandono, a clandestinidade, a prisão, a guerra, a espionagem e o inconcebível casamento com um inspector da polícia política. Inspirado na vida de Carolina Loff da Fonseca, este romance extremamente empolgante vai muito além dos factos, confirmando Ana Cristina Silva como uma das mais dotadas autoras de romance psicológico em Portugal.

Comprei este livro com uma parte do voucher da Fnac. Já andava de olho à uns tempos e estava deserta de o ter. Ainda não o li porque a minha fascinante Juliette Benzoni não me deixou. Mas assim que termine a triologia "Segredo de Estado" mergulho logo nestas "Cartas Vermelhas". 
Considero a capa muito bonita e que, consoante a sinopse, retrata bem o interior do livro.
Quando estiver a ler vou deixando considerações e opiniões.

sábado, 14 de abril de 2012

"Incarceron" de Catherine Fisher

"No corredor, os olhos estavam escuros e vigilantes, e haviam muitos. - Apareçam - disse ele. E eles apareceram. Eram crianças. Estavam vestidas com farrapos, a pele lívida de cicatrizes. As veias delas eram tubos, os cabelos armes. Sapphique estendeu a mão e tocou-lhes. - Vocês são aqueles que hão de salvar-nos - disse."



Aqui está um livro que é diferente dos que tenho lido.

Não consigo definir muito bem o seu género literário, mas penso que entre a Fantasia, Aventura e assim um bocado de FC (a mostrar uma parte Steampunk, que está muito interessante!).

Gostei muito! Gostei do enredo, do facto de ser dinâmico, não enrola e é direto. Mas continua sempre a deixar os seus mistérios por desvendar! Ou seja, é um argumento direto sem contar tudo. Interessante!

Quanto às personagens...

 
Bem, achei-as interessantes, principalmente a Claudia, o Jared, o John Arlex, o Finn e o Keiro (gosto bastante do Keiro). A Rainha Sia foi a que menos gostei. Quanto ao Casper, não o achei muito "horrendo", como parecia ser no inicio, até tive 

uma certa pena dele.

Depois há Sapphique. Espero que no próximo ele apareça mais! É muito misterioso...

Quanto ao ambiente...

WOW! A Prisão deve ser medonha, mas tem um ambiente muito engraçado. A floresta de metal é linda! A Parede do Fim do Mundo (imaginei a Muralha das Crónicas do Gelo e do Fogo, de G.R.R Martin), toda em ferro, com rebites e assim!
E várias outras divisões da Prisão...a descrição está muito interessante e mostra bem o ambiente.

Há um navio, uma navio de prata, voador...excelente!

E há pessoas (e animais) que têm componentes metálicas! Tubos e fios, e peças de metal!
(e aqui fez-me lembrar o filme e livro do Hugo Cabret!)

E há sempre aventuras...e mistérios, e intriga, e romance.

Bom livro! Espero que o próximo seja tão bom ou melhor! :)
Recomendo!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Olá caros leitores!
          Depois de uma larga ausência volto para vos contar o porquê e como foi essa mesma. Estive ausente devido à quantidade 'maluca' de trabalho e também por estar imersa em Juliette Benzoni. Isso mesmo, já 'limpei' os dois primeiros volumes da triologia "Segredo de Estado" e, estou a adorar.
         O primeiro volume, "O Quarto da Rainha", é uma linda introdução de 432 páginas. Para o fim já estava um pouco farta de introdução, porque é a explicação e contextualização da história, do enredo dos dois volumes que se seguem. São apresentadas as personagens e ficamos logo a saber qual é o Segredo de Estado. Começamos por conhecer Francisco de Vendome com apenas 10 anos salva Silvia de Valaines, de 4 anos, da morte certa. Estas são as duas personagens principais. Posso desde já dizer que este volume acaba como começou. Como sempre, a autora deixa coisas 'penduradas' que exigem a leituras dos volumes seguintes.
          O segundo volume, "O Rei do Mercado", é muito mais intrigante. Por várias vezes pensei presenciar a morte ou a prisão na Bastilha de Silvia. A angústia do leitor está presente ao longo de toda a leitura. Há mortes inesperadas e algumas desgraças à mistura. Francisco é aclamado Rei do Mercado. Assim como muitas alegrias e sentimentos misturados. Uma verdadeira sinestesia. Terminei o segundo volume com muito choro e ansiedade de começar o terceiro. 
         Já me encontro no primeiro capítulo d'"O Prisioneiro da máscara de Veludo", o último da triologia. Entre o segundo volume e o terceiram passaram 10 anos. Muita coisa aconteceu. E vai acontecer. Silvia e Francisco estão muito mudados mas os sentimentos entre eles estão iguais. 
         Espero muito pelo fim, e que me agrade. Como sempre há uma evolução das personagens nos três volumes. Posso aconpanhar o crescimento das personagens, como se fossem pessoas da família.
          Aconselho os livros a todos os que gostam de romance histórico e que gostam de intrigas, mas também de guerra e de feitos heroicos. Como há duas personagens principais, uma masculina e uma feminina, o leitor pode ser de ambos os sexos, sem se sentir deslocado.
Leiam que será uma boa experiência. As descrições são boas, sem serem muito exaustivas.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Mago - As Trevas de Sethanon, de Raymond E. Feist

Depois de ter lido os outros três livros do Mago e de ter ficado completamente apaixonada pelo Espinho de Prata, foi com enorme curiosidade que comecei a ler As Trevas de Sethanon.

O livro é espantoso! Completamente maravilhoso e fantástico. 


Arutha, o Principe de Krondor, continua a ser alvo dos temíveis Noitibós. E com eles adivinha-se o terrível Murmandamus, aquele que pretende dominar Midkemia e matar Arutha, uma vez que numa antiga profecia, Arutha é visto como a "Ruína das Trevas".

Com a ajuda de Jimmy e do seu amigo Locklear, Arutha tenta enfrentar os Noitibós, de modo a exterminá-los para assim não mais ser atacado, nem os seus filhos bebés e esposa.

Pug e Tomas iniciam uma viagem única e espantosa em busca de Macros, o Mago mais poderoso do Midkemia (e não só)...passam por locais antigos, esquecidos, mundos distantes e diferentes, espaços e tempos perdidos e longínquos.

E então Murmandamus ataca, com todas as suas tropas. Arutha, Jimmy, Locklear, Martin, Laurie, Baru e todos os seus ajudantes têm de deter o inimigo e defender.

É muito difícil fazer um resumo deste livro sem contar spoilers, porque tudo é relevante! Pequenos detalhes...!

Nada é o que parece, e a guerra que se vai travar em Sethanon é muito mais estranha e antiga do que Arutha e os amigos podiam pensar.

O que mais gostei neste livro...bem...

Pug e Tomas e Macros - os capítulos onde Macros explica certas coisas as dois jovens há muito que eram esperados. Estava muito muito curiosa para saber mais neste campo.
A viagem deles está muito bem descrita e é espantosa.

Jimmy e Locklear - o Jimmy continua a ser a minha personagem favorita. Queria que tivesse tido mais destaque, mas este é um livro muito mais "dinâmico" do que o anterior e as personagens são muitas mais, logo, para se mostrar tudo, tem de ser mesmo como foi feito.

Arutha - um dos príncipes da Fantasia que eu mais gosto. Desde o primeiro livro!

O entrelaçar de acontecimentos de livros anteriores com factos deste e que se unem, formando um todo e assim explicam o passado - porque é que Tomas herdou a herança Valheru? Pois é aqui que tal é explicado! Quem é o inimigo? Porquê Sethanon?

Estas questões e as suas respostas estão todas no livro! Faço-as aqui com o objetivo de criar curiosidade em quem estiver a ler esta opinião :D

Se gostaram dos outros livros do Mago, também vão gostar deste. É excelente!

Recomendo-o a todos! :)

sexta-feira, 16 de março de 2012

"O Remédio" e Michelle Lovric

Este é um dos livros que quis devido à capa e ao título. A sinopse também fez com que ficasse curiosa. Recebi-o pelo Natal, mas só o li agora porque decidi esperar e ler outros entretanto.

Este livro é especial, primeiro porque o tempo verbal utilizado não condiz com a narrativa e isso torna a leitura um pouco difícil. Para conseguir ler-se o livro em condições é preciso ignorar-se a escrita, o que é difícil pois a escrita faz a narrativa. Até mais ou menos à página 250 devo dizer que foi um pouco estranho, mas ainda bem que não pus o livro de parte porque a partir daí vale a pena.

O melhor no livro é a intriga, as mentiras e forma como as vidas das personagens se misturam.

Uma rapariga da Nobreza que é enclausurada num convento pelos pais começa a contar a sua história. É ela uma das personagens principais e uma das que conta na sua pessoa a história.
Enquanto está no convento, tem um relacionamento com um homem e desse relacionamento dá-se uma gravidez. No final da gravidez, mas não no parto, a jovem perde o bebé (que ela acreditava ser um rapaz), quando o médico o retira do ventre com um instrumento.
A partir daí, a jovem vira-se contra as freiras e ataca uma delas. Depois disso é levada até a uns homens que fazem dela uma espia. Torna-se atriz e é em Londres que conhece um aristocrata que nada tem de aristocrata. É um charlatão e um criminoso.
Esse homem tem um amigo que morreu às mãos de alguém que ele procura matar, para assim se vingar do amigo. Ele é tutor da filha do amigo, uma rapariga respondona, com um feitio muito especial.
A história também é vista sobre a sua perspetiva.

É assim que as vidas das personagens se entrelaçam umas nas outras.
Entre Veneza e Londres, em viagens e aventuras, a jovem e o aristocrata apaixonam-se. Desencontros, mentiras, encenações, médios falsos, frascos de remédios, amizades, raptos, fugas, conventos, pinturas, artistas, mascarados, espiões, políticos, nobres, povo, passado, esperteza e paixão são os ingredientes desta história.

Devo dizer que me impressionou o final do livro, na medida que a jovem, agora mulher, mentiu muito bem ao aristocrata mentiroso.
E quem o descobriu também me surpreendeu.

É um livro que é interessante se se persistir na sua leitura, porque o melhor só aparece a partir do meio deste.
Ah! Um facto muito interessante...as receitas de remédios da época retratada no livro, no inicio de cada capitulo. Está muito interessante!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Villette de Charlotte Brontë - Opinião

Acabei finalmente de ler este grande livro, demorou o seu tempo, mas não foi por desinteresse, pois considero um livro realmente fascinaste!

Uma escrita tão empolgante como a de Jane Eyre, mas a meu ver não se pode comparar, cada um tem o seu mérito.

Só me resta elogios a esta autora que nos deixou herança literária tão rica e única!