domingo, 19 de fevereiro de 2012

Opinião - "O Medo do Homem Sábio - Parte 1"

 

"- És o cataplasma que me retira o veneno do coração. - disse-lhe. 

 - Hmm... - Denna pareceu insegura. - Quanto a essa, não sei. Um coração cheio de veneno não é uma imagem apelativa."

 "Tu és o ouro coado do refugo que o vento sopra"


Depois de terminar a leitura deste livro espetacular tenho de escrever a minha opinião sobre ele.

Neste segundo livro (primeira parte de duas), Kvothe continua a contar a sua história ao Cronista. É o segundo dia da sua narrativa.

Kvothe retoma a sua história, falando da Universidade, das aventuras com os seus amigos, dos projetos como aluno, das suas saídas com Denna, da sua aventura em Vintas. Aprofunda os seus conhecimentos, tanto a nível educacional e intelectual, como social. Com vários perigos à mistura, momentos enternecedores, emocionantes, divertidos e encantadores, Kvothe continua o seu caminho.

Estava à espera que o livro fosse tão bom como o "O Nome do Vento" e não fiquei desiludida. Achei-o muito bom, tão bom como o primeiro.
Estou a gostar imenso da história do Kvothe. Toda a história, a ação, a magia, as aventuras, as personagens, os acontecimentos, todos os elementos são coerentes, cheios de vida, bem desenvolvidos, interessantes, capazes de fazer-nos imaginar com clareza o que acontece nas páginas do livro. Já no primeiro livro apercebi-me disto. Fico feliz por constatar que neste volume encontrei o mesmo.
Penso que há uma particularidade super especial nestes livros: a forma como Kvothe conta a história. É única. É maravilhosa. A escolha das palavras é esplêndida e muito bem elaborada. Através do que ele nos vai contando, é possível realmente perceber o que ele está a contar. Os detalhes das suas emoções e ações estão muito bem descritos. É completamente mágico. É uma história de enorme beleza.
Penso que todos a deveriam ler. Não só quem gosta de Fantasia, do género Fantástico, mas também quem aprecia outros géneros de Literatura. Porque a história não se baseia só na Fantasia, porque há enorme quantidade de humanidade, emoção, na história. É complemente fascinante. Quando terminei, fiquei logo curiosa para ler o próximo.

E os acontecimentos vão se adensando, daquela forma em que é possível começar a traçar paralelismos, teorias, ideias...soberbo!

Excelente livro! Recomendo completamente!
E espero que a segunda parte continue a ser tão boa como a primeira! 


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia dos Namorados

Ora bem, aqui está um desenho que eu fiz para o Dia dos Namorados, inspirado numa conversa no facebook entre mim, o Lars Gonçalves e o Paulo Dores.
Como não havia imagem nenhuma com o Robb e como ele é das minhas personagens favoritas aceitei o desafio e aqui está o cartão!

P.S. -> inspirado nestes cartões, que o Lars postou no facebook e que estão no Blogue Game of Thrones Portugal





domingo, 12 de fevereiro de 2012

"O Medo do Homem Sábio - Parte 1"

Comecei hoje a ler a primeira parte do segundo volume de Patrick Rothfuss: "O Medo do Homem Sábio".


 


Neste segundo volume, Kvothe continua a contar ao Cronista a sua verdadeira história. Este livro (parte 1 e 2) corresponde ao segundo dia de relatos de Kvothe ao Cronista. 
Espero que este seja tão bom ou melhor do que o primeiro, o que vai ser dificil, uma vez que gostei imenso do anterior. Mas estou à espera de ainda mais aventuras, perigos, conversas, pensamentos, músicas, e as doces palavras dele (sim, o seu discurso a contar a história e os diálogos dele com os outros são um encanto!)

"Os olhos de Kvothe demoraram-se sobre a taberna em redor. Inspirou fundo e esboçou um sorriso repentino. Por um breve instante, deixou de parecer um estalajadeiro. Havia determinação nos seus olhos brilhantes, verdes como erva. 
Preparado?"

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Opinião - O Nome do Vento de Patrick Rothfuss

 E um dos seus desejos, mesmo sem o saber no inicio, era saber o nome do vento.


Este é, sem duvida, um dos meus livros favoritos.

Com uma história fabulosa, onde a personagem principal é um rapaz jovem, ruivo de olhos grandes e verdes, aparentemente sozinho e isolado numa terra pequena e dono de uma estalagem.
Este é Kvothe, um herói para muitos e um assassino para outros, que fez feitos maravilhosos e assustadores.
    


Um dia aparece na estalagem de Kvothe um homem a quem chamam de Cronista, que tem como objetivo escrever a história de Kvothe. Depois de alguma discussão, entram em acordo e Kvothe afirma que contará a sua história em três dias.
Os livros são três, sendo este o primeiro: o primeiro dia da história de Kvothe.

Uma história contada na terceira pessoa até certo momento, e que depois passa a ser contada na primeira, onde toda a magia e beleza é revelada na forma de contar de Kvothe. É Kvothe que conta a sua história, começando na infância.
Não consigo escrever muitos pormenores da história que ele conta sem revelar spoilers...a história é linda, e o que melhor há para a compreender é lê-la. É um livro absolutamente fantástico, maravilhoso, espetacular.

A mestria da escrita é subtil e bela; Kvothe conta a sua história como se estivesse a cantar uma balada. Um amante da música, um tocador completamente extraordinário de alaúde.

Um rapaz sozinho, inteligente, esperto, com um desejo enorme de conhecimento. Um rapaz que faz tudo para sobreviver e vencer, um rapaz que faz tudo para chegar aos seus objetivos. Dei por mim a torcer imensas vezes para o que ele queria dar certo...(não sabia muita coisa sobre a história em si, só que era excelente).

E a beleza da escolha das palavras, da música inscrita nelas, nas aventuras, contrasta com a fealdade de várias coisas que acontecem durante a história. É uma obra suprema.


Tenho tanta curiosidade para ler os próximos!
Livro maravilhoso! Dos melhores que li até hoje :)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Hoje voltei à Bertrand Outlet para comprar umas gramáticas para o meu trabalho. e Saí de lá com tudo menos gramáticas. Também porque as que lá estavam não me agradavam. 
Espreitei as promoções e vi este: "Aos Olhos de Deus" de José Manuel Saraiva.  Li a sinopse e gostei. Gostei mais ainda do preço: 7,5€. Comprei. É um romance histórico da época dos descobrimentos portugueses. 



Sinopse:

"O Novo Romance do Autor de Rosa Brava.
A magnífica embaixada de D. Manuel I ao Papa Leão X. Os pecados que o Império não conseguiu esconder. Uma história de amor que venceu a fé dos homens.
1514. Na época áurea dos Descobrimentos Portugueses, D. Manuel I toma a decisão de enviar ao Papa Leão X uma grande embaixada, demonstração viva do seu poderio temporal.
D. Diogo Pacheco, fidalgo da corte, amigo pessoal do Rei Venturoso, é encarregado pelo monarca de compor e proferir a Oração de Obediência ao Sumo Pontífice, o momento alto da embaixada.
A comitiva parte de Lisboa em cinco embarcações com um tesouro valiosíssimo e animais exóticos trazidos de África e da Índia. Após conturbada viagem o cortejo chega a Roma, onde o Papa preparara uma sumptuosa recepção com a presença das mais altas figuras profanas e religiosas da época.
No meio do fausto da corte portuguesa e da Cúria dos Medici, contrastante com a dor e a miséria do povo sofredor, ascende à figura de símbolo o amor regenerador de D. Diogo pela bela judia, Raquel Aboab, a quem aquele salvara da fogueira e da sanha intolerante do antijudaísmo reinante. A época de ouro da história do mundo esconde segredos e pecados inconfessáveis das grandes figuras que comandam os destinos do mundo. Entre a fé e a cegueira do poder, a aparência e a essência da condição humana, o sentido de missão e a vaidade só o amor poderá ser redentor. Aos olhos de Deus as personalidades da história não ficarão impunes. E Deus não jogará aos dados." retirado de www.wook.pt

Depois de acabar "Os dias da Febre" vou-me atirar a este. Vamos lá ver se vale a pena.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Nome do Vento

"Apesar de não  o saber na altura, procurava o nome do vento."




Um livro que já há algum tempo andava para ler.

Sinopse:

"Da infância como membro de uma família unida de nómadas Edema Ruh até à provação dos primeiros dias como aluno de magia numa universidade prestigiada, o humilde estalajadeiro Kvothe relata a história de como um rapaz desfavorecido pelo destino se torna um herói, um bardo, um mago e uma lenda. O primeiro romance de Rothfuss lança uma trilogia relatando não apenas a história da Humanidade, mas também a história de um mundo ameaçado por um mal cuja existência nega de forma desesperada. O autor explora o desenvolvimento de uma personalidade enquanto examina a relação entre a lenda e a sua verdade, a verdade que reside no coração das histórias. Contada de forma elegante e enriquecida com vislumbres de histórias futuras, esta "autobiografia" de um herói rica em detalhes é altamente recomendada para bibliotecas de qualquer tamanho."

Retirado do site da Wook  
                                     
"Chamo-me Kvothe. Resgatei princesas dos túmulos de reis adormecidos, incendiei Trebon. Passei a noite com Fellurian e parti com são e com a vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar, que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores. É possível que tenham ouvido falar de mim."    





"Limitar-me-ia - disse, calmamente - a chamar o vento."

"E como o farias, E'lir?"

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Opinião - "Os Reinos do Caos" de George Martin

Primeiro comentário a fazer ao livro: 

o.O

Eu já tinha lido algumas coisas sobre o livro, mas mesmo assim fiquei surpreendida.
Gostei bastante do livro, talvez mais do que da segunda parte. Tenho de dizer que só encontrei um ponto chato no livro: a Dany. A Dany porque a Dany tem uma certa tendência para seguir por caminhos que não a levam para onde devia ir. Tirando a Dany, todas as outras personagens continuam a ser o que eram para mim.

Quero destacar o Theon Greyjoy. No inicio não ia muito com a sua personagem, depois ainda menos, e foi daqueles que estiveram no meu top de personagens das Crónicas do Gelo e do Fogo que eu mais detestava (devido aos seus atos), no entanto, a minha ideia começa a mudar e já estou a mudar um pouco a minha ideia sobre ele. Ele tem se estado a esforçar para melhorar, as suas conversas sozinho provam-no, e parece que quer mudar o que fez, pelo menos, parece querer ser alguém melhor.
Aliás, os Greyjoy, até são dos meus favoritos, com POV's bastante interessantes, vivos, aventureiros, ativos. Gostei bastante dos POV's do Victarion e da Asha. Muito bons!

Gostei muito, muito do segundo POV da Cersei. Ela mereceu, apesar de achar que ela vai ficar mais má...mas mereceu.

Gostei muito dos POV's do Barristan Selmy. Uma personagem justa, sóbria, com pensamentos onde vai ao passado e eu gosto muito dessas partes do livro. Também gostei muito do POV do Grifo, já tinha gostado na primeira parte, e voltei a gosta nesta.

Também gostei dos do Tyrion, é sempre interessante ver como se desenvencilha das situações!

Gostei muito dos POV's do Jon...apesar do ultimo dele nesta segunda parte. O Jon, a par com o Robb, a Arya, a Catelyn, o Davos, a Melisandre, o Bran, é das minhas personagens favoritas. Espero que no próximo livro venha muitos POV's dele.

Mas existem partes do livro tão misteriosas! O epilogo é uma delas! Ahh, acho que foi a maior surpresa nesta parte do livro. Na primeira, foi o Bran.
As de Winterfell também o são...as trombetas que o Theon ouviu. A carta para o Jon. As conversas da Senhora Dustin com o Theon. O POV do Davos na primeira parte e os convivas de Roose Bolton...
Será que os Roose e os Frey estão mesmo entre amigos junto das suas hostes?
Depois há Dorne. Os POV's do Quetyn Martell foram os que mais tristes deste livro. Mas o de Aero Hotah, com Doran Martell e as Serpentes e Ellaria Sand foi muito misterioso. Aliás, Dorne tem sempre o seu mistério.

Queria que a Melisandre tivesse aparecido mais. Queria que o Jon a ouvisse mais vezes e que andasse com o Fantasma. Queria que a Arya voltasse para Westeros, os POV's dela apesar de serem super interessantes e spooky, fazem-me sempre querer que ela volte ao degrau onde escondeu a Agulha e que volte para o Norte.

Excelente livro!!!
Espero que o o próximo seja ainda melhor do que este e que tenha mais respostas para os mistérios dos Sete Reinos (e não só) e dos seus habitantes.